Segundo o cientista da computação, Flavio Exterkoetter, a tecnologia da
informação é uma grande aliada na gestão de projetos sociais. Ao mesmo
tempo em que ocorre a profissionalização do terceiro setor, as
organizações devem avaliar e planejar a incorporação de ferramentas e
de tecnologias de informação às suas práticas gerenciais.
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| Flavio Exterkoetter |
A
transparência é uma característica bastante visada na atualidade.
Especialmente nas ações sociais, onde ser transparente significa ter um
valor diferenciado perante os envolvidos, sejam eles voluntários, ONGs,
parceiros, fornecedores ou os próprios beneficiários. Este diferencial
é facilmente percebido e entendido, pois a transparência nas relações
gera uma atmosfera de confiança e segurança, pautada pela colaboração.
Porém, para que um projeto de ação social seja bem sucedido e
alcance seus objetivos é necessário passar por vários processos. As
formas de coordenação, organização e planejamento serão representadas
pelo resultado final do projeto.
Neste contexto, a tecnologia da informação (TI) também tem seu papel
de facilitadora para estes processos, voltada à função
comunicação/interação, especialmente entre os envolvidos diretamente
(financiadores, fiscalizadores, ONGs e beneficiários). Também deve ser
utilizada para apoiar as funções gerenciais de planejamento (preparação
do projeto e/ou atividades), organização (aplicação de recursos para
otimizar e aprimorar processos), direção (guiar, coordenar, apoiar e
trazer os colaboradores para o diálogo conjunto) e controle
(monitoramento e avaliação de projetos sociais e do desempenho
organizacional).
Portanto, é importante ressaltar que, ao mesmo tempo em que ocorre a
profissionalização do terceiro setor, as organizações devem avaliar e
planejar a incorporação de ferramentas e de tecnologias de informação
às suas práticas gerenciais, sempre visando o aprimoramento do processo
de gestão. Também, é preciso destacar a etapa de avaliação, que é o
grande desafio de expressar mudanças sociais em dados palpáveis,
tangíveis e perceptíveis. Como conseqüência, pode haver uma maior
aproximação e melhoria no atendimento ao beneficiário.
Deste modo, as organizações podem agregar mais esta variável no
momento do planejamento de um projeto ou mesmo do planejamento anual ou
estratégico, melhorando a confiabilidade de seus dados. Assim, a
tecnologia pode também auxiliar a tomada de decisão, monitorar e
avaliar suas realizações e, enfim, gerar valores para a organização e
seus stakeholders, de maneira compartilhada e transparente, engajando
cada indivíduo e a sociedade para a melhoria das relações e
comunicações.
Flavio Exterkoetter é diretor executivo da Extersoft Tecnologia e idealizador do Gestor Social - software para gestão de projetos sociais e iniciativas de responsabilidade social. Mestre em Ciência da Computação, possui 12 anos de experiência em sistemas de informação e gestão.
Publicado em: http://www.responsabilidadesocial.com/article/article_view.php?id=646
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